Comissão mista aprova flexibilização do horário do programa A Voz do Brasil

A comissão mista encarregada de analisar a Medida Provisória (MP) 742/16 aprovou substitutivo que flexibiliza em definitivo o horário de veiculação do programa A Voz do Brasil.
O texto ainda precisa ser votado pela Câmara e pelo Senado até 22 de novembro para passar a valer. Se for aprovado, A Voz do Brasil poderá começar a ser transmitida entre 19h e 21h pelas emissoras comerciais e comunitárias, assim como pelas rádios legislativas – neste caso, porém, apenas quando houver sessão deliberativa do Plenário; caso contrário permanece o horário de 19h. Já as emissoras educativas vão continuar a obedecer o horário das 19h.

O substitutivo também autoriza o Poder Executivo, em casos excepcionais, a flexibilizar o horário de transmissão do programa ou dispensar sua veiculação. Já as rádios que optarem por não transmitir A Voz do Brasil às 19 horas ficam obrigadas a veicular, no mesmo horário, informação a respeito do horário de retransmissão do programa.

De acordo com a proposta, a grade da Voz do Brasil permanece da maneira como é hoje: 25 minutos para o Poder Executivo; cinco minutos para o Poder Judiciário; 10 minutos para o Senado Federal; e 20 minutos para a Câmara dos Deputados. O substitutivo altera a Lei 4.117/62 (Código Brasileiro de Telecomunicações), que obriga a veiculação do programa entre 19h e 20h em todo o País, exceto aos sábados, domingos e feriados.

Instrumento de democratização

Para o deputado federal Jaime Martins (PSD/MG) A Voz do Brasil cumpre importante papel como instrumento de democratização e informação, entretanto, precisa ser atualizada em seu formato e de acordo com o novo cenário da comunicação no Brasil . “Acho que essa flexibilização é uma vontade da população e não se trata de acabar com A Voz do Brasil. As pessoas poderão escolher o melhor momento para ouvir o programa, porque sempre haverá uma emissora transmitindo, seja às 19 horas, as 20 ou 21 horas. Acho que isso é bom, faz parte da liberdade de expressão, mas, sobretudo da liberdade de opção do ouvinte” concluiu.

Com informações da Agência Câmara